quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Jesus, O Caçador de Pipas

Amir era um garoto problemático que cresceu no Afeganistão pré-guerra civil. Seu melhor amigo é Hassan, um garoto de lábio leporino, filho do empregado da família. Hassan fazia tudo que Amir verdadeiramente lhe pedia. Amir e Hassan eram insultados constantemente por Assef, um brigão de uma respeitada família afegã que se uniu aos talibãs após o domínio russo. Em um encontro turbulento com Assef, Hassan protege Amir de uma agressão, ameaçando-o com um estilingue (badoque). Assef e seus capangas recuaram, prometendo vingança a Hassan.

O amigo de Amir é um dos destaques do anual campeonato de pipas, que marca o início do inverno em Cabul. Amir é um mestre na competição e Hassan é um talentoso caçador de pipas (papagaios), alguém que apanha as pipas caídas para consertá-las e exibi-las perfeitas. Aos 12 anos, Amir finalmente ganha a competição. Infelizmente, quando Hassan corre para apanhar a última pipa, ele encontra Assef. Amir vai à procura do seu amigo e acaba testemunhando Hassan sendo brutalmente violentado por Assef. Falta, a Amir, coragem para intervir e ele prefere manter seu conhecimento sobre o fato em segredo. Para que estragar a sua festa de campeonato? – pensa Amir. Não podendo mais tolerar a presença de Hassan em sua casa, pois já o via como um maldito, Amir prepara uma armadilha para seu amigo e irmão, escondendo dinheiro e um relógio de pulso sob o colchão de Hassan para incriminá-lo. Apesar de ser inocente, Hassan prefere assumir a culpa a complicar seu irmão. Hassan é expulso de casa, e ainda que Amir nunca mais tivesse visto Hassan novamente, que acaba morrendo nas mãos dos Talibãs, ele se vê constantemente atormentado por tê-lo traído.
O livro "O CAÇADOR DE PIPAS", um best-seller mundial, não termina ai, porém, muito me chamou a atenção como de uma forma tão inconsciente os escritores acabam deflagrando o Evangelho através dos seus personagens.

A figura de Hassan, se não fora um personagem fictício, poderia ser catalogada como um tipo de Cristo. Pois, do mesmo jeito que Hassan, Cristo foi traído pelos seus, exposto a ignominias vergonhosas, como o ser crucificado nu, e assume a culpa do erro de outros; sofrendo ele mesmo a conseqüência da maldade articulada e executada com maestria pelo seu amigo, Judas. Não é o Nosso Senhor aquele que verdadeiramente vai ao encontro das pipas quebradas - nós, seres humanos, que apanha para consertá-las e exibi-las perfeitas?

E por último, ainda fico pensando em como há pessoas que se comovem e se sensibilizam com uma obra de ficção, a ponto do livro se tornar um best-seller, e ainda assim, muitas dessas mesmas pessoas não dão credito a verdadeira obra realizada no Calvário.

Bom, são apenas pensamentos...

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Quase

Estamos quase lá. Quase é 2008. Quase... sempre quase. O quase é a falta da completude. É o que falta. O que sempre faltará. Sempre estaremos quase.

No ano que ainda quase finda recebi grandes presentes. Uns perfeitos e outros quase. O aniversário de casamento quase passa despercebido - queria também que fosse quase a dura que levei merecendo. Deu tempo de ser perfeito. O primeiro ano de pastorado bem mais longe do quase perfeito. Sou quase.

Pensei agora sobre a obra de Cristo por mim que começou no tempo e no espaço a quase sete anos - não sei do grau de variação desse quase. Eu quase consegui me salvar. Quase cheguei a Deus por outros caminhos. Quase me tornei Seu amigo. Quase me considerou justo. Faltou um til da Lei. Um cabelo de sapo que quase existe. Faltou isso. Quase...

Posso enxergar meus feitos do corrente ano como quase nada do que devo em gratidão a Deus ou considerá-los quase conquista de merecimento do favor de Deus. Prefiro o sempre “quase” da correspondência do amor divino que me leva a querer demosntrar mais o meu amor sempre quase perfeito por Ele do que fazer deste “quase” uma frustração por não alcançar o favor imerecido de Deus.

Quase me perco nesse texto querendo apenas dizer que se não fosse a mão poderosa de Deus, a face dEle oculta em Cristo, Seu braço forte, suas palavras cortantes... se não fosse isso, teria a certeza que não chegaria no quase fim deste ano.

Outros receberei no quase presente ano, no entanto aguardo apenas mais de Deus e menos de mim. Menos do meu quase e mais do Seu “está consumado”. Não espere o quase corrente ano mais do que Cristo que está quase voltando. E Ele está quase!

Dedico este último texto do quase ano passado a quase perfeita igreja do Curado IV.

Pr. Daniel Luiz, quase pastor

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Natal

Entrando no mês de dezembro e vislumbrando o passado, presente e futuro, me sinto como o capitão Nascimento do filme Tropa de Elite. Nascimento e morte. Um menino para nascer e bandidos para morrer. Nascimento fazia nascer a dor dos que causavam dor e a dor de quem trazia em seu ventre a razão da busca pelo fim do renascimento constante da morte.

Nossa sociedade vive com a morte muito de perto. Vivemos admitindo-a mais do que o nascimento. O IBOPE reflete nossa preferência pelas desgraças alheias. Maternidades são temporais, o cemitério não. Enquanto a maternidade arranca lágrimas de dois, a morte prevalece como a campeã em se tratando de fazer jorrar torrentes de aguas dos nossos olhos. Me sinto devedor da morte. Enquanto tudo isso, nasce um menino. Não o de Nascimento, mas que também vem ao mundo em meio a guerra e muita morte.

Natal é nascimento, mas é morte. Em discurso uma palavra deve morrer para dar lugar a outra. A semente de mustarda deve morrer para fazer nascer uma árvore. O nascimento de Cristo nos chama a morrer para nós mesmos, nosso orgulho, nossa prepotência, nossa pseudo-independência e etc. Natal é nascimento para alguém morrer. No caso de Cristo, Ele mesmo morreu para que nós experimentássemos vida.

Você vive como o Capitão Nascimento. Escolha ver o nascimento ou achar que a morte do outro trará paz. O Natal diz morra e renasça em Cristo - o menino-homem que nasceu pra morrer e renascer...

Pr. Daniel Luiz
dlrandrade@gmail.com

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Construindo uma Cidade na Cidade


Li esta semana um artigo no Jornal MIAMI HERALD sobre um grande bilionário americano que acaba de lançar um plano audacioso para o centro da cidade de Miami. Numa área enorme que acabou de comprar por quase 80 milhões de dólares pretende construir um dos maiores complexos do mundo. No projeto constam residências, escritórios, lojas, plazas e áreas de lazer. Creio que todos que leram o artigo ficaram impressionados com a ambição e o tamanho deste projeto. Todavia o que mais me chamou a atenção foram as palavras do bilionário Falcone: “a visão do empreendimento é de se ter uma cidade dentro da cidade de Miami”.
Achei no mínimo engraçado porque estamos prestes a terminar aqui na Comunidade Memorial uma série de pregações sobre o sermão da montanha de Jesus justamente intitulada por nós, Uma Cidade na Cidade.
Neste sermão Jesus apresenta a planta estrutural da Cidade de Deus construída em meio a Cidade dos Homens. O empreendimento de Jesus é muito mais audacioso do que o de Falcone, pois visa construir esta cidade com materiais imperecíveis. O projeto da cidade espiritual alterna de Jesus que já está em fase de execução é construído em cima de vidas transformadas pelo poder do evangelho. De acordo com Pedro “somos pedras deste edifício”, mas, ao mesmo tempo somos habitantes deste edifício. Ou seja, somos a parte física e a parte que usufrui do físico. Isso porque o reino é espiritual mas também gradativamente físico. Como não é chegada a sua plenitude, vemos sua realidade as vezes mais, as menos visível. Um dia porém, será plenamente espiritual e físico. A Bíblia nos seus dois últimos capítulos nos dá um retrato fiel desta realidade. Não obstante, a pergunta aplicável agora é: Como é que participamos deste projeto de Deus que se encontra em andamento? Participo vivendo, não fazendo. Afinal, de contas quem está construindo é Deus. É ele que arranja as Pedras e nos faz casa para nós mesmos. A lógica é, se sou então vivo e não o contrario. Em outras palavras, vivo porque sou, não sou porque vivo. Sacou? Então... é mais ou menos isso aí.

por Felipe Assis

terça-feira, 30 de outubro de 2007

O Evangelho segundo Hairspray

“Mãe não tenha medo de sair de casa, o tempo das pessoas diferentes chegou” foi o que disse Tracy Turnblad, a gordinha bem humorada; personagem principal de Hairspray.

O musical da Broadway que se adapta pela segunda vez às películas de cinema conta a história de um subúrbio americano em plena década de 60 que é entretido por um programa de TV local, onde jovens dançarinos se requebram ao som característico da época. O programa apresenta jovens de perfil calcasiano, atlético e de classe média alta. Ao saber da abertura de uma vaga, Tracy se empolga e se apresenta para fazer o teste nos estúdios da emissóra. Sem ao menos ter uma chance de mostrar o seu talento, Tracy é rejeitada por ter uma cintura avantajada e uma estatura indesejada. Ela representa o marginalizado fruto do exclusivismo presente nos seus dias. Além de Tracy, existem os talentosos jovens Negros que apesar de possuirem “skills”, só podem se apresentar uma vez por ano na edição especial do programa entitulado “Negro Day”. Por ter uma aparencia que foge do padrão, Tracy se une aos estudantes negros na sala de detenção para aperfeiçoar sua “ginga”.

Certo dia, Tracy é notada pela frecha da porta, por um dos jovens participantes do elenco do programa que acaba levando-a para se apresentar no ar. O resultado é que ela se torna a coqueluche do momento. Afinal de contas ela representa a todos que não se enquadram. Tracy representa os “imperfeitos”. Ela representa o negro, o pobre e o feio. Ela representa o que o evangelho representa. O evangelho representa a loucura, a fraqueza, a pobreza, e a feiura. Ou seja, adjetivos que fogem dos padrões da religiosidade humana. A religiosidade aceita aqueles que se enquadram no seu rótulo. O evangelho aceita os “diferentes”, aqueles que são postos à margem da performance do sucesso. Na verdade, o Evangelho só aceita e inclui os que são excluidos. Inclusão aos excluidos no musical soa profano, assim como soa nas páginas dos evangelhos e nos guetos da religiosidade evangélica dos nossos dias.
Vem a minha mente a experiencia que Pedro teve quando resistia ao pensamento de que Deus passava a incluir a seu povo não apenas judeus mas, gentios imundos. A palavra de Deus a Pedro em síntese, ecoa em unísono com as palavras de Tracy. “Não tenha medo, o tempo para as pessoas diferentes chegou!”

por Felipe Assis

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

O Religiosismo que mutila o Evangelho – parte II

A Bíblia diz em Levítico 21:17-20 que aqueles que tivessem os corpos mutilados, danificados, ou fossem "diferentes", não se qualificavam para o oferecimento do pão. Do mesmo modo, mulheres menstruadas, homens que recentemente tivessem tido emissão noturna, pessoas com enfermidade de pele ou feridas supurentas, alguém que tivesse tocado em cadáver, ou tivesse comido animais como lagosta, ostras, porco, coelho, etc. – todos esses eram declarados cerimonialmente impuros. A pratica de algo assim era vista como uma transgressão à lei ritualística de Deus. Os religiosos não entenderam a graça intrínsica nas linhas da Lei, e acharam que qualquer um pecaria dependendo do que comesse, tocasse, ou da sua constituição genética.

Parece inconcebível, porém, esse era o ambiente que definia o judaísmo da época. A união da lei mosaica e das regras farisaicas. Por esta razão, todos os dias, os judeus religiosos nas suas orações matinais davam graças a Deus por "não ter nascido mulher... por não ser gentio... por não ser escravo..." etc.

Na concepção errada do pecado, transgredir estas leis era ofender a Deus. Nosso Senhor Jesus veio e aplicou a lei, tal e como era. A lei é um reduto da graça. Ele mostrou como deve ser o verdadeiro religioso. Quando Jesus veio, ele aprimorou a mira das pessoas que estava totalmente fora de foco. Acabou com essa história de "puros" e "impuros". Falou abertamente: "vocês não entenderam nada!". Na verdade, o texto em Levítico (exposto acima) mostrava que aquelas determinadas pessoas, tidas como "esquisitas" e discriminadas pelos religiosos, não ofereceriam o pão, porém seriam os beneficiários mais diretos do culto. Seriam privilegiados por isso. Não era para desqualificá-los, e sim, para honrá-los. Logo, os religiosos pensaram em desqualificar e não em amparar. O religiosismo sempre vai se preocupar com as trivialidades, negligenciando as coisas mais importantes.

O religiosismo é legalista, olha para si, ao invés de olhar para a comunidade. Olha para os seus sentimentos ao invés de olhar para Cristo. Não é seguidor de Cristo, é satisfazedor de si próprio.

Pr. Waldemir Lopes

O Religiosismo que mutila o Evangelho - Parte I

A lei do Senhor é perfeita e santa. Porém, o legalismo religioso a manipulou a fim de torcê-la segundo o seu querer. Daí surgiram as discriminações. A lei destila graça por onde quer que olhe. Ela preparava a chegada da graça explícita em Cristo. Segundo Paulo, a lei nos serviu de tutor, para nos conduzir a Cristo, para que pela fé fôssemos justificados. Mas, depois que veio a fé, já não estamos debaixo de tutores (Efésios 3:23-35). Paulo, sim, tinha entendido o que nós devemos entender. A lei serviu para guardar, e nos orientar na comunhão com Deus até que viesse a fé e a graça. Quando por fim, Jesus doa a sua justiça perfeita a aqueles que crêem com a fé que é posta no coração pelo próprio Senhor.

Quando veio Jesus e começou a "quebrar a lei" – na verdade, deu o seu verdadeiro sentido - tocando em leprosos, em mortos, comendo com pecadores, recebendo adoração de mulheres prostitutas, perdoando pecado, dispensado graça, trabalhando no sábado, e conversando com uma mulher samaritana - para consternação dos discípulos, que sabiam que "os judeus não se relacionavam com os samaritanos". Inclusive, essa mulher, rejeitada pelos judeus por causa da sua raça, rejeitada pelos vizinhos por causa dos seus muitos casamentos, veio a ser a primeira missionária designada por Jesus e a primeira pessoa a quem ele francamente revelou a sua identidade como Messias. A aproximação de Jesus com as pessoas impuras consternava os seus compatriotas... Tenho pensado como ainda temos relutância em nos aproximar de um não-crente, só porque não pensa como nós, ou não age como nós. Ora, isso é "religiosismo" (Filosofia religiosa carnal e diabólica). Uma falácia da verdadeira religiosidade.

Na verdade, o Evangelho nos diz que todos nós somos esquisitos, mas Deus nos ama assim mesmo – quem quiser vir participar do Reino que venha. Ou seja, como dizemos aqui na igreja: "nós somos pior do que imaginamos, porém a graça de Deus é muito maior do que possamos imaginar".

Pr. Waldemir Lopes

Crime e Castigo

Terminei esta semana de ler “Crime e Castigo” de Fiodor Dostoievski. Uma belíssima literatura, que posso catalogar como “top” pela sua estrutura, e beleza evangélica das suas páginas. Crime e Castigo não é uma leitura simples, confesso que tive que insistir muito no início do livro para prosseguir a sua leitura.

O personagem principal, Rashkólnikov, é um homem angustiado pela sombra de se tornar alguém melhor. O personagem mata uma agiota e a sua irmã. O livro também relata o seu envolvimento com uma prostituta e a grande influência dela, que compartilha algumas leituras da Bíblia. Por fim, Rashkólnikov acaba preso e é levado por 8 anos para uma cadeia na Sibéria. Porém, ao contrário do que se possa pensar, o “castigo” a Rashkólnikov não é a cadeia siberiana, mas a sua redenção e regeneração como indivíduo nos braços de uma prostituta pela Palavra do Evangelho. A graça do Evangelho foi o "castigo" para aquela alma rebelde, desumana, angustiada, e má.

Regeneração não é uma mudança de mente ou propósito feita a base de duros exercícios espirituais perpetrados pelo próprio pecador. Não é conseguida mediante uma forte determinação. Os homens espiritualmente mortos não podem ter nenhum desejo pelas coisas de Deus. Regenerar é obra do Espírito. É um fazer viver para Deus, ou ser despertado da morte espiritual para a nova vida espiritual. É, portanto, uma criação de um novo coração ou de uma nova vida interior, feita unicamente por Deus. Aqueles que nasceram espiritualmente fazem parte do Reino e da família de Deus, unidos misticamente por Cristo.

Escrevo essas linhas, com uma profunda comoção na alma, depois de me inteirar da morte de uma de nossas irmãs, a dentista e membro da nossa primeira Igreja Presbiteriana, Rafaela Arcoverde; brutalmente e covardemente assassinada pelas costas por um indivíduo... talvez... um “Rashkólnikov da vida”. Que Deus tenha piedade desse “Rashkólnikov” e faça-o participar dessa maravilhosa benção da regeneração. Lembrando sempre as palavras de John Newton que "O cristianismo não é um sistema de doutrina, mas um formador de novas criaturas".

Pr. Waldemir Lopes

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

O fantasma de Ario visita a Igreja Batista da Capunga


Quem me conhece sabe que sou um individuo mente aberta. Inclusive existem conservadores dentro da minha própria corrente teológica (reformada) que me vêem como liberal. Eu os entendo. Talvez seja porque gosto de rock, ou quem sabe porque tenho uma tatuagem com um texto de Lutero no meu ombro direito. Pode até ser que seja porque já me viram tomar um copo de cerveja ou uma taça de vinho com amigos em algum lugar. Muitos sabem também que sou simpatizante do ministério de diaconia feminino e que apesar de ser um cessacionista, convivo muito bem com os pentecostais. Aprendi com a Confissão de Fé de Westminster que a Bíblia não é igualmente clara em todos os assuntos não essenciais para a salvação e por isso, creio que haja liberdade para opiniões divergentes nessas questões. Recebi também como legado da reforma protestante o principio que a liberdade de consciência cativa as escrituras jamais deve ser violada. Experimentei também ao conhecer o Evangelho de forma profunda que a graça nivela a todos. Discípulos de Jesus são um bando de pecadores de meia tigela que carecem de graça e nenhum deles, digo novamente, nenhum; detém o conhecimento perfeito e exaustivo à respeito de Deus e de sua obra revelada. Quem revela não é falho mas, quem interpreta a revelação sim. É falho, e muito falho. Quero dizer até aqui que sou tolerante com pensamentos divergentes ao meu.
A única coisa que como ministro da palavra não posso admitir é indiferença da minha parte quando a Igreja do Senhor Jesus está sob ataque daqueles que se vestem como ovelhas para destruir convicções dos recém-nascidos na fé. Sei que ovelhinhas recém nascidas por indefesas que são, vez por outra são abaladas por ventos de falsas doutrinas. À essas, como o exemplo da Igreja na Galácia, Paulo tem muita cautela para desconstruir o erro e não as pessoas enganadas. Sabe que são frágeis e na maioria das vezes sinceros por isso, tem cuidado para não jogar fora o bebê com a água suja. Todavia, com falsos mestres a história é outra. Esses que possuem consciência do erro e demonstram experiência na arena da religião, Jesus e os seus apóstolos no Novo Testamento os chama de Raposas, Cachorros, Lobos e até de Anti-cristos! Os pais da Igreja que chegaram logo após a era apostólica fizeram o mesmo. Atanásio combateu Ario, Tertulliano combateu Praxeas, Agostinho combateu Pelagios e Calvino combateu Miguel de Cervetus. Em todos os casos, tanto no novo testamento como na era patrística, heresias à respeito da natureza de Cristo e da constituição Trinitariana não eram toleradas. Admito que os nossos pais na fé e os nossos amados irmãos reformadores chegaram até a usar de métodos violentos para caçar tais hereges. Não concordo com essa metodologia. Concordo como os Apóstolos abordaram essas heresias. Escreviam e publicamente pregavam expondo os impostores, e com o auxilio do Espírito presente na igreja, os dejetos eram evacuados do corpo (1 João 2.19).
Quis armar o cenário para fazer um denuncia. Faço isso no mesmo espírito dos Apóstolos. Não quero soar como detentor de toda verdade nem como moralmente superior a ninguém. Muito pelo contrario, venho em estado de submissão ao oficio que me foi confiado pelo Senhor Jesus Cristo.
Aqui no Recife, numa das mais estimadas e tradicionais igrejas da cidade – A Igreja Batista da Capunga, em sua maior sala de escola dominical, o fantasma do Presbítero Ario voltou a assombrar. À frente da turma com dezenas de novos convertidos o tal mestre refuta os fundamentos Trinitarianos infectando assim pequeninos na fé com o vírus da cristologia ariana, causando nos inocentes uma patologia teológica que os derruba no leito da incredulidade. Impossibilitando-os de experimentar o verdadeiro evangelho do verdadeiro Cristo. O principio central da epistemologia de Ario (256-336) que derivou de Luciano era: “O que não cabe na mente humana não pode ser aceito como verdade”. Para Arius e para o professor da Capunga, o mistério da Perichoresis é irracional. A Perichoresis, termo este criado por Gregório, para explicar a inabilidade da mente humana de compreender a complexidade das relações na Trindade. Ou seja, O Pai é Deus, O Filho é Deus e o Espírito é Deus. Todos são um mas, cada um é uma pessoa distinta com poderes iguais e sem principio nem fim. O Pai é Pai e o Filho é Filho eternamente gerado do Pai. Admito que é incompreensível e por esta razão nunca poderia ter saído da mente de um ser criado. De acordo com Ario, Jesus é deus e o Pai é Deus. Em miúdos, O Filho é um Deus inferior ao Pai por ter sido criado como nós e como os anjos. Se guardassem essas idéias para si mesmos seria ruim mas, não pior do que esta acontecendo. O que me preocupa é que a fabrica ariana instalada nas salas da Capunga começa a produzir em série. Ensino numa instituição teológica onde pelo menos três já apareceram. Inclusive o filho do dito cujo (professor da Capunga), que até sugeriu minha demissão através de um abaixo assinado pelas minhas costas entre os meus alunos. Ainda bem que meus alunos não são tão despreparados assim para cair nas teias desta epidemia que já foi erradicada pela Igreja no concilio de Nicéia há 1700 anos atrás. Comentava ele que eu ensinava heresias como as do tipo da eleição e da trindade. Pergunto eu agora. O que ele queria que aprendêssemos num seminário de porte? As heresias que seu papai ressuscitou da cova ariana? De modo nenhum, não só as rejeitamos com base na ortodoxia eclesiástica mas, também desde hoje, denunciamos e passamos a combater. Clamo aos pastores da Igreja da Batista da Capunga que não tolerem erros teológicos desta natureza em suas comunidades. Por mais influentes e caristmáticos que sejam esses falsos mestres, não vale a pena colocar em risco a saúde espiritual de seu rebanho. Principalmente com uma doutrina como essa; essencial para o cristianismo. Doutrina esta que fere a natureza hipostática do próprio Senhor da Igreja. Quero concluir afirmando com base no credo de Atanásio, que o próprio Lutero julgou ser infalível; que “Aquele que não crê nela (doutrina da Trindade) não poderá ser salvo”! Minha oração é que estes falsos mestres se convertam e que não morram afirmando como Miguel de Cervetos afirmou atado à uma fogueira: “Jesus, filho do Eterno Deus,( ao invés de Jesus, Eterno Filho de Deus) tenha misericórdia de mim”.

por Felipe Assis

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

A última em Reality Show

Nos EUA, a partir do mês de Setembro, a cadeia CBS estará transmitindo a mais nova novidade em Reality Show. Aparentemente, tudo muito natural. Os integrantes do novo reality manifestaram o de sempre: trabalho, relacionamento, preguiça, cochilos, brigas, desavenças, choro, intriga, inveja, mentiras, ódio impiedoso declarado, malícia no jogo, cobiça pelos prêmios, bate-boca, falcatrua, malignidade, murmuração, soberbia, falsidade, traição entre os grupos que se formaram, etc. Tudo muito natural dentro de um Reality Show, exceto, pelo simples fato, que esse foi formado por 40 crianças! Isso mesmo! 40 crianças entre 8 a 15 anos, estiveram sozinhas, num povoadozinho no mais glorioso estilo “Velho Oeste” americano, no Novo México, onde surgiu de tudo que aparece nos “realitys” de adultos (exceto o apelo sexual escancarado). Já existe uma denuncia por abusos de menores, onde uma mãe pediu uma investigação por causa da sua filha que se queimou cozinhando. No final de cada dia, uma criança que se destaca no jogo, ganha uma estrela de ouro no valor de US$ 20.000.

Muitos pedagogos, psicólogos infantis, e comentaristas televisivos (que viram previamente o programa), estão espantados com a reação das crianças dentro do Reality. A final de contas, dizem eles, de onde vem tamanha maldade, falsidade, ódio, e mentiras? Alguns acham que o prêmio fomenta a cobiça nos pais, que descarregam sobre os filhos a necessidade de ganhar a todo custo. Outros acham que, muitas situações são provocadas pelo “Script” (enredo escrito) da emissora na condução do programa. O fato é que, quem esperava que esse Reality de Crianças fosse um paraíso na Terra, o modelo de uma sociedade perfeita, ou um Reality de “Anjinhos”, acabará vendo coisas escabrosas - do “mundo dos adultos”.

Se nós passarmos a olhar essa situação com as lentes da Palavra de Deus, passaremos a ver a ‘Realidade’ dentro do Reality Show. A Bíblia diz: “Desviam-se os ímpios desde a sua concepção; nascem e já se desencaminham, proferindo mentiras” (Salmo 58.3). Ao nascer, a semente de todo tipo de pecado já está plantada em nossos corações. A Bíblia diz que nós pecamos porque nossa natureza é corrompida. Paulo afirma isso em Romanos 5.12-21, ao tratar da unidade da raça humana em Adão. O pecado entrou no mundo por meio de Adão e, como conseqüência, a morte passou a todos os homens, por isso, todos pecaram e pecam. Porém, por causa da obra de Cristo na cruz, vale salientar que: “...assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens, para condenação, assim também, por um só acto de justiça, veio a graça sobre todos os homens, para justificação de vida. Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim, pela obediência de um, muitos serão feitos justos”. (Romanos 5.18,19). Esse é o verdadeiro Reality Show da vida.

Pr. Waldemir Lopes

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Renascer na Cadeia?

Infelizmente aconteceu o que eles mais temiam. Na última sexta feira, em Miami, o juiz Frederico Moreno condenou Estevam e Sonia Hernandes, donos da Igreja Renascer em Cristo á 140 dias de cadeia, mais 5 meses de prisão domiciliar, mais dois anos de condicional cada. Além disso, devem pagar US $ 60 mil de multa.

Hoje, o Estevam já deve estar se dirigindo a um presídio de segurança máxima na Florida onde trocará suas roupas de grife por um macacão laranja e compartilhará a cela com outro detento que não é sua espôsa. A partir de hoje, a Sonia fica presa em casa controlada por um chip ligado ao seu pé para poder tomar conta dos filhos que ainda vivem com o casal. Depois que o Estevam cumprir sua pena, chegará então a vez da Sonia de ir ao presídio.

O fato que mais chamou a atenção daqueles que estavam presentes no momento em que a sentença foi proferida foi o fato dos dois pastores (um termo diminutivo para eles) chorarem pedindo inúmeras vezes misericórdia ao juiz depois de terem confessado aos crimes de contrabando de dinheiro e conspiração para contrabando de dinheiro. Inclusive, disse que no final da sentença a Sonia perguntou soluçando: “Quer dizer que eu vou para a cadeia?” então o juiz Moreno respondeu: “Sim, você vai para a cadeia”?

Fico refletindo o que talvez deva ter passado pela cabeça deles momentos antes de entrarem na corte. Temos notícias que seus seguidores mais próximos já planejavam uma festa onde o seu Gideão receberia a vitória do Senhor depois de botar para correr seus inimigos. Vitória essa que prometeu aos fiéis ingênuos, todavia sinceros, o tempo todo desde que foram pegos mentindo e roubando. Acho que tanto eles quanto seus seguidores, por serem brasileiros, pensaram que no final tudo acabaria em pizza. Mas como estavam num país que felizmente, a justiça é cega, terminaram o tribunal como réus convictos.

Até agora estou pensando como o Evangelho se aplica a uma situação como esta.

O Evangelho fortalece os humildes e humilha os orgulhosos. Talvez é chegada a hora dos que jamais admitiram seus erros, fraquezas e pecados diante dos seus fiéis por serem espécies raras de semi-deuses entre nós que só vencem, sucedem e prosperam de serem expostos por meros seres humanos, pecadores e depravados. A máscara em fim caiu! Porém não de uma forma ruim. A ironia é que às vezes Deus usa outras formas de confissão quando escolhemos por vontade própria não admitir esta verdade básica do Evangelho. Não admitiram e omitiram de seus fiéis, mas, tiveram que admitir perante a justiça americana. Creio que esta pode ser uma excelente oportunidade para Estevam, Sonia e seus seguidores de enfrentarem seus demônios e se voltarem para o Evangelho genuíno que não promete promessas superficiais à respeito de Deus e da vida mas, oferecem bênçãos profundas. Bênçãos ligadas não ao acumulo de bens materiais e títulos ligados ao nosso nome mas, à simplicidade de não se ter e não ser. Benção de ter um Deus que nos encontra não na nossa “fidelidade”, mas na nossa infidelidade, na pecaminosidade do nosso cárcere não apenas físico mas, espiritual e nos oferece amor, reconciliação e renovação ministerial. Por fim, é uma oportunidade de lançarem no lixo o evangelho falsificado que por tanto tempo pregaram para que numa outra ocasião diante do justo Juiz, não tenham que chorar e implorar absolvição por terem feito milagres em seu nome, expulsado demônios, curado enfermos e pregado o “evangelho”.

por Felipe Assis

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

O Evangelho segundo Mia Farrow

A atriz americana Mia Farrow, que ficou conhecida por interpretar Rosemary, a mãe do bebê demoníaco no clássico “o Bebê de Rosemary”, enviou uma carta ao presidente do Sudão, Omar Hassan al-Bashir-Bashir, pedindo a liberdade de um líder de um grupo armado da região. Suleiman Jamous foi um ex-líder armado do Exército pela Libertação do Sudão (ELS), e é, atualmente, o coordenador humanitário deste grupo. O ex-assassino e rebelde, que se encontra sob custódia em um hospital daquele país, se não for tratado, morrerá. De uma forma bastante “evangélica”, ela oferece a sua liberdade na troca do prisioneiro, Jamous.

Na carta, Mia Farrow, que é Embaixatriz da UNICEF, enfatizou que: "...antes da sua captura, Jamous já estava exercendo um papel crucial na aproximação do ELS à tabela das negociações, e na busca de uma reconciliação entre as facções rivais". O texto da carta adiciona: "eu estou propondo uma troca. Jamous por mim. Eu ficarei presa no seu lugar, assim poderá fazer o exame e se tratar da doença...”.

Ora, a atitude de Mia Farrow propondo uma troca de lugar com o prisioneiro moribundo, é, na realidade, um pequeno rascunho de uma grande troca feita no Calvário há 2.000 anos. A grande diferença da atitude de Farrow para a do Senhor é que “Cristo morreu por nós quando ainda vivíamos no pecado” (Romanos 5.8).

O pecado é uma violação dos mandamentos e do caráter justo e santo de Deus. Cabendo, por causa da própria justiça e integridade divina, um justo castigo por tamanha violação. Na cruz, Jesus se pôs no nosso lugar legal, recebendo o nosso castigo, para que nós pudéssemos obter a vida que é de Deus (a vida eterna). Assim, a cruz é uma “grande troca”, onde Cristo ocupou o nosso lugar moribundo. Ao pecar, o homem troca de lugar com Deus para se tornar “senhor” da sua própria decisão. Porém, na redenção expiatória, Jesus, toma o lugar “punitório” da desobediência do homem. Ou seja, o homem pecou, fazendo-se “Deus”; e o Pai, aniquilou o efeito nocivo do pecado fazendo-se homem.

Jesus foi excluído, humilhado, pisoteado pelos homens, condenado sem merecer, feito prisioneiro, rejeitado, e recebe a ira e o julgamento de Deus (no nosso lugar). Tudo isso, para que pudéssemos ser aceitos e livres. O evangelho é: Deus satisfaz a sua justiça substituindo... Ele escolheu ser “preso” durante três dias no ventre da Terra, para que pudéssemos ir Àquele que nos curaria.

Waldemir Lopes, pastor

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Meet the iPhone

Finalmente matei minha curiosidade.

Coloquei minhas mãos no novo IPHONE. Não é grande demais nem complicado demais, apesar de ser o “boom” do momento no mundo da tecnologia. Na verdade, é bem simples e bem atraente. Tem apenas um botão e uma tela “multi touch”. Inédito. A mídia vem dizendo que é uma verdadeira revolução. A próxima geração de aparelhos de celular onde comunicação em audio será apenas um detalhe.

O que é intrigante é o slogan da APPLE - empresa que produz o IPHONE: “Vivemos para enriquecer vidas”. Para eles, seus produtos são a solução de todos os problemas do homem moderno. Daí, cada vez que uma nova máquina de plástico é lançada, ouve-se deles, através de suas belas campanhas de marketing a seguinte frase: “Meet the ....” que significa conheça ou apresentamos o... (nome do produto).

Será que máquinas que facilitam nossas vidas nos enriquecem ou nos empobrecem? Tenho certeza que, financeiramente somos empobrecidos, já que o custo para se obter qualquer um desses aparelhos é altíssimo. Conheço inclusive alguns que jogam todo seu salário mínimo em cima de um celular com uma câmera. Mas, e existencialmente?

Se respondermos afirmativo, refletiremos a realidade virtual do filme MATRIX, onde vemos uma humanidade controlada por máquinas. Nesse caso precisamos tomar a pílula vermelha que nos leve a uma outra dimensão para então redefinirmos o que é liberdade, ou, o que é escravidão, ou ainda, o que é riqueza e o que é pobreza.

por Felipe Assis

terça-feira, 24 de julho de 2007

Vôo TAM 3054

Estamos vivendo mais uma página desse terrível Caos aéreo, já batizado de “Apagão”. Há alguns dias, o que era previsto aconteceu. O Airbus da TAM, que fazia o vôo 3054 explodiu com 186 pessoas a bordo (fora as outras vítimas em chão do galpão da TAM) quando tentava pousar no aeroporto de Congonhas - SP. Na lista de passageiros vitimados pelo acidente está Luiz Antonio Rodrigues da Luz, pastor da Assembléia de Deus. Nossas condolências às famílias das vítimas. Imagino a dor de todas as famílias que perderam seus entes queridos... Escrevo essas linhas com uma profunda tristeza...

Hoje, estamos vendo uma verdadeira “caça as bruxas”. Todos buscam um culpado. Quem o foi o culpado dessa nova tragédia? A pequena pista-sabão do aeroporto? A falta de perícia ou o stress do piloto? Problemas mecânicos do Avião? A ganância das companhias que insistem em Aviões pra 200/230 pessoas, quando os de 110 passageiros (feitos pela Embraer com “high tec”) são os mais indicados para aquele tipo de pista no centro de São Paulo? Um governo que demonstra incompetência em resolver um problema que já dura 10 meses? De quem é a culpa, afinal? O fato é que, os executores estão preparados... Os degoladores também... Os algozes, os carrascos políticos, os verdugos impiedosos também... Os ateus muito mais ainda... Todos com o capuz na cabeça, e o machado em mãos! Gritando: “Sangue, sangue, sangue!!! Queremos alguém a quem culpar!!!”

Se quiserem um culpado, busquem um espelho, e olhem para si mesmos, e encontrarão o culpado!!! “Como?!” Isso mesmo. Nós, os seres humanos, homens de todas as raças, tribos, e povos, somos culpados por essa, e outras tragédias. Galgamos a montanha do sofrimento através do pecado, e da nossa separação de Deus. As vítimas daquele vôo não são mais culpadas que nós. Não são mais pecadoras. Mas, são tão pecadoras quanto nós mesmos. Se quiserem um culpado, esse somos nós. A nossa rebelião. O nosso pecado. A nossa insistência em querer viver sem Deus.

Em certa ocasião, referindo-se a uma tragédia dos seus dias, o Senhor disse: “... lembrem daqueles dezoito, do bairro de Siloé, que foram mortos quando a torre caiu em cima deles. Vocês pensam que eles eram piores do que os outros que moravam em Jerusalém? De modo nenhum! Eu afirmo a vocês que, se não se arrependerem dos seus pecados, todos vocês vão morrer como eles morreram.” (Lucas 13.4,5). Ou seja, as tragédias no nosso meio, decorrem do pecado ao qual estamos submetidos. E, não terá fim até que o homem se volte para o seu Deus.
Gostaria de compartilhar duas reflexões: a primeira exposta acima: Arrependimento, e conversão ao Senhor. A outra, é que devemos estar preparados, porque não sabemos a nossa hora.

por Waldemir Lopes, pastor

sábado, 14 de julho de 2007

Fyodor DOSTOIEVSKI | Crime e Castigo

Fyodor DOSTOIEVSKI. Crime and punishment [Crime e castigo]. Nova York: Randon House, 1950, p. 322. [Publicado em língua portuguesa por várias editoras.]

Fyodor Dostoievski capturou o choque e o escândalo do evangelho da graça quando escreveu: “No último julgamento Cristo nos dirá: ‘Vinde, vós também! Vinde, bêbados! Vinde, vacilantes! Vinde, filhos do opróbrio!’ E dir-nos-á: “Seres vis, vós que sois à imagem da besta e trazem a sua marca, vinde porém da mesma forma, vós também!’ E os sábios e prudentes dirão: ‘Senhor, por que os acolhes?’ E ele dirá: ‘Se os acolho, homens sábios, se os acolho, homens prudentes, é porque nenhum deles foi jamais julgado digno’. E ele estenderá os seus braços, e cairemos a seus pés, e choraremos e soluçaremos, e então compreenderemos tudo, compreenderemos o evangelho da graça! Senhor, venha o teu reino!”

por Daniel Luiz, pastor.
Retirado do livro O Evangelho Maltrapilho

quinta-feira, 12 de julho de 2007

The Ressurrection

Depois do gigante sucesso do filme “A Paixão de Cristo”, Hollywood (mais precisamente a Sony Pictures) volta a investir no gênero bíblico, que ficou por muito tempo esquecido.

O filme “The Resurrection” contará a história do começo da igreja cristã, com o relato dos 40 dias depois da ascenção de Cristo, praticamente uma continuação do filme de Mel Gibson. A produção do filme será de Tim LaHaye, co-autor da série de livros “Deixados Para Trás” (best-seller de ficção cristã) e o roteiro de Lionel Chetwynd (“Ike: O Dia D”, “Moisés”). Tomara que o longa seja fiel às Escrituras!

Mas peraí… a Sony Pictures também não produziu “O Código da Vinci”, filme que questiona a Bíblia e a divindade de Cristo??? É, meus amigos, no final o que conta mesmo é $$$.

Bom para nós, que teremos mais uma chance de falar da cruz de Cristo!

Fonte: O Verbo

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Brasília | Fim da acomodação com a mediocridade

Faz alguns dias tive o privilégio de conhecer a nossa capital federal. A criação de Brasília não foi apenas a interiorização do governo ou a ocupação do interior do nosso extenso território nacional, foi, além disso, a concretização ou prova de que com vontade, esforço, trabalho, dedicação, visão, e sobretudo, confiança em Deus, tudo pode ser realizado.

Fiquei impressionado com a arquitetura desenvolvida e aplicada à cidade. Asas e eixos de modernidade que me fizeram lembrar as grandes vias européias. A cidade é marcada pelo uso do concreto armado com as estruturas metálicas, e, paralelamente, com o cuidado com o habitat, preservando o Cerrado do Planalto Central em plena cidade. Uma preocupação com o meio ambiente 40 anos antes que essa inquietação alcançasse uma escala mundial.

Gostei muito do que vi. Ali tive a oportunidade de conhecer o memorial JK, onde, em um determinado espaço, podem-se ler as frases do antigo presidente. Uma delas em especial me chamou a atenção: “Saímos definitivamente do período de acomodação com a mediocridade e estamos rasgando novos horizontes”.

Fiquei pensando como muitas vezes nos acomodamos na mediocridade. Em matéria de pecado a mediocridade é vista de forma clara; e nós, os seres humanos, sempre estamos tomando a tendência em direção à mediocridade. Mas, isso não implica que devamos nos conformar com isso! Ao contrário! Infelizmente, muitos têm confundido a graça de Deus com “permissão para pecar”, e essa, definitivamente, não é a razão da sua Graça. Vejo como há casos onde muitos se acomodam nas suas práticas pecaminosas, e dizem: “peco, não nego, e daí?”. Ora, essa postura reflete uma acomodação com a mediocridade. O apóstolo Paulo tratando acerca desse tema disse em certa ocasião: “Portanto, o que vamos dizer? Será que devemos continuar vivendo no pecado para que a graça de Deus aumente ainda mais? É claro que não! Nós já morremos para o pecado; então como podemos continuar vivendo nele?... Portanto, não deixem que o pecado domine o corpo mortal de vocês e faça com que vocês obedeçam aos desejos pecaminosos da natureza humana... O que é que isso quer dizer? Vamos continuar pecando porque não somos mais controlados pela lei, mas pela graça de Deus? É claro que não!” (Romanos 6). O que está claro é que a graça é remédio. É socorro para o doente e aflito. É bastão para o que tropeça. É apoio nos erros para quem quer mudar. Porém, jamais, em nenhum momento, será desculpa para sem-vergonhice. Pense nisso.

por Waldemir Lopes

quinta-feira, 21 de junho de 2007

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Phelis Xiddad Croniccus

ou "Há uma certa vergonha em sermos felizes perante certas misérias.” (Jean de La Bruyère)

Existe uma doença da qual só tomei conhecimento quando estava pesquisando na internet sobre a “alegria” e a “felicidade”. Esta parece ser uma patologia característica de nós brasileiros. Afinal de contas, aprendemos a rir para não chorar. A esconder o sentido das lágrimas atrás de um sorriso forçado mascarando e chamando o choro de resultado da alegria.

O nosso povo sofre e desaprendeu o significado da alegria. Precisa-se de psiquiatras! É o recado estampado na testa de cada um. Como disse Arnaldo Jabor: "Hoje em dia, não há mais uma explícita, uma clara noção do que seria felicidade, como antigamente".

A Phelis Xiddad Croniccus é uma doença que afeta pessoas que acham graça em tudo. No Congresso tudo acaba em pizza... sorrimos das pontas dos narizes políticos sujos de coberturas monetárias adocicadas... rimos de tudo isso inertes, sem parados, sem movimentos quando nós deveríamos “pintar as caras” novamente... Digo que somos todos doentes e destinados à morte risonha porque tentamos buscar cada um nossos próprios caminhos para nos curarmos.

Como ser feliz vendo a maldade reinante e o descaso servo dos prestígios particulares? Se acreditarmos que esse nosso sorriso maroto, esse achar graça em tudo – símbolo do brasileiro faminto que assiste novela feliz da vida rindo dos seus próprios dilemas cinematografados na telinha do “plin-plin”, morreremos felizes de Phelis Xiddad Croniccus.

Se nossa nação não correr para o Senhor das nações, se os palhaços de gravata não se despirem de suas maldades, se eu não for a mudança que quero para o mundo, então Deus rir-se-á de nós (Salmos 2.4).

Por Daniel Luiz

terça-feira, 5 de junho de 2007

O Evangelho segundo Sufjan Stevens

Quem viveu nos anos setenta lembra-se vividamente de um “serial killer” por nome de John Wayne Gacy Jr que aterrorizou a cidade de Chigago, E.U.A. Ele que havia sido abusado pelo pai alcoólatra na infância e que havia se divorciado duas vezes, vestia-se de palhaço com o intuito de seduzir meninos às suas praticas sodomitas. Gacy, depois de violentar os meninos, matava-os e escondia os corpos debaixo do piso de madeira de sua casa. Quando a policia de Chicago descobriu, já haviam cerca de 30 de suas vitimas amontoadas no seu esconderijo secreto. Enfim, uma historia muito triste...

Recentemente com o avanço da internet e da mídia globalizada um artista “indie” de Chicago lançou um disco intitulado “Illinoise” com uma letra dedicada ao assassino em série, seu conterrâneo. O Resultado foi que tanto o artista como a letra “estouraram” pela habilidade clara que Sufjan Stevens tem capturar a imaginação de seus ouvintes.

Na letra da musica de Sufjan Stevens, Gacy é retratado com os mínimos detalhes psicológicos. Parece até uma análise psicoanalísta – chama muita atenção. Todavia, o que choca e paralisa nosso sistema nervoso é a ultima estrofe da musica. Stevens diz:

“No meu melhor comportamento, eu sou igual a ele.
Olhe debaixo do piso de minha casa e descubra os segredos que escondi”.

Sem ser, esta comparação soa verdadeiramente bíblica uma vez que aos olhos de Deus “não existe um justo, nenhum sequer”. O pecado nivela a todos no mesmo patamar. Talvez não tenhamos a coragem nem a clareza para admitir que eu e você somos tão maus como Gacy e Stevens. Não sei os segredos sujos que você esconde na alma, nem você sabe dos que eu escondo, mas, ambos sabemos que o outro esconde. Aos olhos de Deus existem dois grupos de pessoas; os pecadores que admitem isso e os que não admitem. Os que admitem, admitem porque tiveram acesso a Graça ao aprenderem e experimentarem que Deus não os ama pelo que são mas, pelo que Ele É. Me lembrei da frase de Jack Miller que acabamos de adotar como saudação final nos cultos da Comunidade Memorial. Nesta frase Jack resume o Evangelho de forma simples. “Alegre-se! Você é pior do que imagina... mas, Alegre-se! A graça de Deus é muito maior do que você pode imaginar”.

por Felipe Assis

*Para ler mais sobre Sufjan e ter acesso a integra da letra JWG jr clique aqui